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Desequilíbrio emocional foi o motivo da soltura do delegado do Denarc acusado de corrupção

O Tribunal de Justiça de São Paulo acatou o pedido da defesa do delegado do Denarc e revogou ordem de prisão temporária de Fábio do Amaral Alcântara, do Departamento Estadual

O Tribunal de Justiça de São Paulo acatou o pedido da defesa do delegado do Denarc e  revogou ordem de prisão temporária de Fábio do Amaral Alcântara, do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfic

A decisão foi promulgada pelo desembargador Breno Guimarães, que impôs restrições ao delegado, que é acusado de crimes de corrupção, formação de quadrilha e extorsão mediante sequestro. Alcântara não poderá faltar às convocações da Justiça e do Ministério Público, “salvo em caso de comprovada força maior

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Os promotores do Gaeco responsáveis pelo caso, dr. Amauri Silveira Filho e Ricardo Chad foram procurados para comentar a decisão, mas não foram localizados.  Segundo o Ministério Público de Campinas (SP), pesa sobre Alcântara e um grupo de policiais a acusação de recebimento de propinas para passar informações a traficantes e retardar investigações. Os traficantes pagavam aos agentes “anuidades” que chegavam a R$ 300 mil e “mensalidades” de até R$ 30 mil.
Para conseguir a liberdade do delegado do Denarc, o advogado criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, argumentou no pedido de revogação da ordem de prisão que o delegado encontrava-se em “estado de grave desequilíbrio emocional e psíquico decorrente da sua prisão temporária, tendo passado por reação aguda ao stress, ocasião em que tentou se ferir utilizando um cabide”.

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