Funcionários da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas entraram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira. Os trabalhadores fizeram passeata pelas ruas da cidade pedindo aumento de 16,68% nos salários e vales refeição e alimentação. A paralisação ocorre após a categoria recusar a contraproposta da autarquia de 7,16% de reajuste nos vencimentos e mais 1% a partir de janeiro de 2014, além de 11% nos benefícios.
Nesta segunda-feira, cerca de 200 funcionários se concentraram desde o início da manhã em frente à sede da empresa na rua Doutor Salles de Oliveira, na Vila Industrial. Durante o dia, segundo o Sindiviários, 30% do efetivo foi mantido, incluindo agentes de trânsito e funcionários do setor administrativo e de atendimento ao público. De acordo com o presidente do sindicato, Reno Ale, o pedido dos trabalhadores acontece devido a uma defasagem salarial. Os trabalhadores também protestaram contra o número e os salários dos cargos comissionados na autarquia.
Por volta do meio-dia, o grupo saiu em passeata com faixas, cartazes e carro de som em direção ao Paço Municipal. Os manifestantes saíram da rua Doutor Salles de Oliveira, passaram pela avenida João Jorge e entraram no Terminal Central antes de acessar as avenidas Moraes Salles, Irmã Serafina e Anchieta. Houve lentidão no trânsito em todo o trecho.
Em nota, a Emdec informou que “os serviços prestados à população foram mantidos” nesta segunda-feira, incluindo a “‘Operação Volta às Aulas’ e a fiscalização do transporte público coletivo nos terminais”. Ainda de acordo com o documento, não houve entendimento nas negociações do Dissídio Coletivo 2013 e que “mesmo diante de uma situação de dificuldades financeiras, a direção propôs um reajuste acima do índice inflacionário”. Diante do impasse, conforme o comunicado, a empresa afirmou que “aguarda o julgamento pelo Tribunal Regional do Trabalho da legalidade da greve e também a definição dos índices de reajuste salarial”.
