Após a paralisação de 48 horas no início de agosto, os guardas municipais de Campinas seguem em negociação com a Prefeitura sobre o Adicional de Risco da categoria e já programam um novo movimento para os dias 6 e 7 de setembro. As datas, no entanto, coincidem com a convocação do comando da corporação para o trabalho durante a manifestação programada para o Feriado da Independência e que já conta com 5 mil confirmações no Facebook. A medida, que visa reforçar a segurança na cidade, foi publicada no Diário Oficial e suspende as folgas dos guardas nos dias 6, 7 e 8 de setembro.
A decisão sobre a greve, segundo o diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Lourivan Valeriano, não teve relação com a manifestação marcada pela internet. Os trabalhadores pedem reajuste linear de 30% sobre o Adicional de Risco de Vida. Eles defendem que o pagamento seja feito pelo risco de morte ao qual todos estão expostos e não pelo tempo de serviço. De acordo com o Secretário Municipal de Segurança, Luiz Augusto Baggio, há uma discordância entre as partes nas negociações, já que a categoria quer o pagamento a partir do salário mais alto da corporação e não conforme o plano de carreiras.
Já sobre a possibilidade de paralisação durante o protesto convocado pela internet, Baggio acredita que o efetivo disponível será suficiente para o trabalho. Caso contrário, um reforço deverá ser pedido à Polícia Militar. A intenção, de acordo com o Sindicato dos Servidores, é fazer a paralisação através das vias legais, mantendo o efetivo mínimo de 30%. O protesto em Campinas convocado por Facebook, chamado de Operação Sete de Setembro, já conta com mais de 5 mil confirmações.
