O Ministério Público de Campinas prevê entregar na próxima semana, a denúncia à Justiça sobre as investigações do suposto envolvimento de policiais civis com traficantes. Nesta segunda-feira (05/08), o Diretor de Inteligência do Denarc, Clemente Castilhone Júnior, foi ouvido na sede do Deinter-2. Além dele, também houve a presença do Diretor do órgão Marco Antônio. De acordo com a promotoria, os depoimentos foram confusos e contraditórios. Em relação a Clemente Castilhone, um dos pontos de destaque na oitiva foi que ele não soube esclarecer a origem de dois boletins de ocorrência feitos pela Denarc em Campinas. Eram BOs forjados de duas prisões na cidade e que supostamente seriam usados para cobrar propina.
No inicio da semana que vem, o prazo das prisões temporárias terminam, mas o Ministério Público adiantou à CBN que vai pedir a prorrogação e vai trabalhar com agilidade para concluir o processo e entregar a denúncia. Segundo MP, os trabalhos já estão na fase de responsabilização dos crimes.
Havia previsão de novos depoimentos nesta semana, mas como a defesa dos suspeitos adiantou que vão manter o silêncio, os promotores estão avaliando se vai fazer a convocação.
No mês de julho, foram expedidos 13 mandados de prisões temporárias. Foram soltos os dois suspeitos de Campinas, Renato Peixeiro Pinto e Mark de Castro Pestana porque venceu o prazo da prisão temporária. Também saiu da prisão um dos investigadores do Denarc, Rodrigo Delonghi.
Pelas investigações, os policiais civis são suspeitos de cobrarem propina de traficantes para não fiscalizarem áreas de atuação da quadrilha de Andinho, no comando do tráfico na Região de Campinas mesmo cumprindo pena em presídio de segurança máxima.
