Na volta do recesso dos vereadores em Campinas só resta a oposição manter a tentativa de convencer a maioria governista para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, uma CPI, para investigar as planilhas da tarifa de ônibus. Ou ter apoio da opinião pública para isto. São necessárias 11 assinaturas, mas até agora o número não ultrapassou as cinco, total também de vereadores, todos do PT, partido de oposição ao governo Jonas Donizette (do PSB), que tem como aliado o PSDB. O pedido está protocolado desde janeiro. O presidente da casa, Campos Filho, do DEM, acha que não há adesão por que o tema da Comissão é restrito. Bufalo garante que o fato não está na amplitude da investigação, mas em verificar os custos que para ele estão acima do praticado no mercado.
O vereador lembra o fato de que as empresas de ônibus tiveram desoneração de folha de pagamento no ano passado, o que não foi transferido no valor cobrado e ainda foram dois reajustes no preço. O tribunal de contas também indicou a realização de nova licitação. O líder do governo na Casa, o vereador Rafa Zimbladi, do PP, acha que falta prova para abertura da Comissão.
Os vereadores terão pela frente a aprovação do subsídio para as empresas de ônibus em Campinas que irá acrescentar R$ 17,8 milhões aos já pagos R$ 36 milhões. A proposta do governo é justificada como uma compensação ao corte na tarifa de R$3,20 para R$3.
