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Policiais podem ter omitido informação em BO para proteger traficantes

Promotores do Gaeco ouviram na tarde dessa quinta-feira, em Campinas, dois traficantes suspeitos de integrarem a quadrilha de Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho. Flaviano Lima de Oliveira, conhecido

Policiais podem ter omitido informação em BO para proteger traficantes
Promotores do Gaeco ouviram na tarde dessa quinta-feira, em Campinas, dois traficantes suspeitos de integrarem a quadrilha de Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho. Flaviano Lima de Oliveira, conhecido como Aquiles, que é suspeito de ser sócio de Andinho na distribuição de drogas e Carlos Alberto da Silva, conhecido como Frango, suspeito de armazenar […]

Promotores do Gaeco ouviram na tarde dessa quinta-feira, em Campinas, dois traficantes suspeitos de integrarem a quadrilha de Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho. Flaviano Lima de Oliveira, conhecido como Aquiles, que é suspeito de ser sócio de Andinho na distribuição de drogas e Carlos Alberto da Silva, conhecido como Frango, suspeito de armazenar e distribuir entorpecentes. Para o Gaeco, os depoimentos ajudaram a confirmar o que já tinha sido apurado e trouxeram elementos novos ainda mais graves. O Promotor do Gaeco, Amauri Silveira Filho, cita como exemplo uma apreensão de drogas em abril desse ano em Capivari, na Região Metropolitana de Campinas, onde no boletim de ocorrência os policiais registraram uma quantidade de drogas flagrada com os traficantes bem menor do que a real.

Esses depoimentos são parte das investigações que em Julho levaram à prisão policiais civis de Campinas e do Denarc, em São Paulo. Foram 13 mandados de prisões temporárias expedidos. Nove policiais ainda estão presos. Foram soltos os dois suspeitos de Campinas, Renato Peixeiro Pinto, e Mark de Castro Pestana porque a prisão temporária deles teve o prazo vencido. Também saiu da prisão um dos investigadores do Denarc, Rodrigo Delonghi, porque ele não foi reconhecido por 100% das testemunhas no interrogatório de 8 horas de duração na semana passada. O Supervisor da Unidade de Inteligência do Denarc, Clemente Castilhone Júnior também foi liberado, no entanto o Promotor Amauri Siveira Filho afirma que ele não está fora das investigações.

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Os policiais civis são suspeitos de cobrarem propina de traficantes para nao fiscalizarem areas de atuação da quadrilha de Andinho, no comando do tráfico na Região de Campinas mesmo cumprindo pena em presídio de segurança máxima. Dos suspeitos ouvidos nessa quinta-feira, um deles, o Aquiles, negou as acusações, ao falar com a Imprensa quando chegou para depor escoltado por Policiais Militares. Na próxima semana estão previstos depoimentos de três policiais suspeitos de participarem do esquema.

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