Na semana em que o programa “Mais Médicos” começa a ser implantado em Campinas, o número de profissionais que vão atuar na cidade, que já era pequeno, diminui ainda mais porque um médico que estava confirmado no programa desistiu de atuar na cidade.Cinco brasileiros formados em universidades do país chegariam em Campinas para o início dos trabalhos, porém, somente quatro se apresentaram. Os profissionais já estão trabalhando na secretaria de saúde de Campinas e, segundo o secretário Cármino de Souza, outro dois médicos formados na Argentina devem chegar a Campinas.
Os profissionais irão atuar no programa Saúde da Família nas áreas periféricas da cidade. Na inscrição do programa, Campinas definiu nove centros de saúde onde os médicos iriam atuar, a maioria na região Sul, nos postos do Parque Oziel, Campo Belo e Jardim Fernanda. Com a redução do número de profissionais inscritos, a secretaria resolveu fazer alterações, mas não divulgou a nova relação com as unidades. O número pequeno de adesões foi decepcionante, segundo o Cármino de Souza.
Campinas não receberá médicos cubanos dentro do programa. Segundo o secretário de saúde, isso acontece porque a especialização dos estrangeiros é diferente da demanda que Campinas oferece. Além dos salários de R$10mil, os profissionais terão moradia e alimentação garantidos pelo governo que deve gastar mais de R$14mil por mês com os sete médicos na cidade.
