O Ministério Público de Campinas entregou denúncia contra 23 pessoas após investigações que envolveram o alto escalão do Denarc, que é o Departamento de Combate ao Tráfico de Entorpecentes do Estado de São Paulo. Ao todo são 10 traficantes, 12 policiais e um acusado de estar filtrado dentro da polícia. No dia 15 de julho houve a prisão temporária dos suspeitos, em uma megaoperação comandada pela Gaeco.
A denúncia foi entregue na sexta-feira (06/09). Dos 23 denunciados, 21 tiveram a prisão preventiva decretada. Nesta terça-feira (10/09), dois policias de Campinas, Renato Peixeiro e Mark de Castro, foram presos. Eles são acusados de cobrança de propina a traficantes. A quadrilha seria comandada inclusive, por Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, que cumpre pena de mais de 400 anos na penitenciária de segurança máxima de Presidente Venceslau.
Também houve a prisão de dois policias de São Paulo, na cidade de Jundiaí. Dois réus não tiveram a prisão preventiva decretada e vão responder em liberdade. É o caso dos delegados do Denarc, Clemente Castilhone e Fábio do Amaral.
O promotor do Gaeco, Amauri Silveira Filho explica a situação. Um deles responde por crimes de menor gravidade e outro já foi submetido a medidas cautelares.
Além destes réus, outros 16 já estavam presos desde julho com a prisão preventiva e permanecem nesta situação.
O único foragido é Walter Antônio de Oliveira. De acordo com o promotor, ele participava de operações da polícia, mas formalmente não é policial, sendo usado na relação com os criminosos. Ele já estevE envolvido em emboscada no início deste ano.
As principais acusações são de corrupção passiva, envolvimento com tráfico de drogas, omissão, formação de quadrilha. As investigações vão continuar e outros policiais podem ser identificados nos próximos dias.
