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Enfermeiros da rede pública de Campinas paralisam atividades

Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem da rede pública de saúde de Campinas paralisam as atividades por 24 horas em um ato pela redução da jornada de 36 para 30

Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem da rede pública de saúde de Campinas paralisam as atividades por 24 horas em um ato pela redução da jornada de 36 para 30 horas semanais. Um grupo chegou a bloquear na manhã desta quarta-feira a pista da direita da Avenida Anchieta, em frente à Prefeitura e houve passeata pelas Avenidas Doutor Campos Sales, Júlio de Mesquita e Ruas Irmã Serafina e Barreto Leme. A Diretora do Sindicato dos Servidores de Campinas, Rosana Medina, diz que a redução de jornada é uma reivindicação de décadas que, se atendida, poderia oferecer melhores condições para o atendimento à população. O Secretário Municipal de Saúde, Cármino Antônio de Souza, informou que recebeu no dia anterior ao protesto representantes do sindicato, quando esclareceu não haver previsão para a redução de jornada. Ele explicou que a área de enfermagem demanda o pagamento de 23 mil horas-extras por mês e que a redução da jornada ocasionaria um colapso na rede. Ainda segundo o Secretário, para atender a reivindicação seria preciso contratar mais 500 profissionais. No entanto, ele afirma que os estudos sobre a viabilidade da redução de jornada continuam. O balanço da adesão na manhã de quarta-feira foi de 35% nos Centros de Saúde mais os Pronto Atendimentos e 20% no Hospital Mário Gatti. Os atendimentos de urgência e emergência foram mantidos.

 

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