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Atos lembram os 12 anos da morte de Toninho

Pelo menos 30 pessoas, entre familiares, amigos e membros do governo realizaram um ato ecumênico para lembrar os 12 anos da morte do prefeito assassinado de Campinas, Antonio da Costa

Pelo menos 30 pessoas, entre familiares, amigos e membros do governo realizaram um ato ecumênico para lembrar os 12 anos da morte do prefeito assassinado de Campinas, Antonio da Costa Santos. Toninho foi morto com um tiro na noite do dia 10 de setembro de 2001, quando trafegava com seu carro pela Avenida Mackenzie, no bairro Vila Brandina. Os amigos se reuniram no local onde o corpo do prefeito assassinado foi encontrado. Eles rezaram e reforçaram o pedido de federalização do caso.

O Ministério Público apresentou denúncia contra o sequestrador Wanderson Newton de Paula Lima, o Andinho, alegando que o então prefeito teria sido morto porque o carro dele atrapalhou a passagem da quadrilha do criminoso. A família nunca acreditou nessa versão e afirma que o crime teria motivação política. O advogado que representa a família, William Seschi, pediu que o caso fosse entregue a Polícia Federal, mas o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, negou a solicitação. Agora, a defesa vai apelar por uma intervenção da Organização dos Estados Americanos. A viúva de Toninho, Roseana Garcia, disse que não entende porque nem o estado e nem a união tem interesse em esclarecer a morte do prefeito. Ela criticou ainda a postura do governo paulista durante todos esses anos.

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Mais tarde, o mesmo grupo se reuniu em frente à Catedral Metropolitana de Campinas, para um ato público junto à população da cidade. O chefe de gabinete durante o governo de Toninho, Gerardo Mendes de Melo, afirmou que falta vontade política para solucionar o caso e por isso há a necessidade de informar à população o que está acontecendo. A população que acompanhou o ato público no Centro de Campinas também cobrou uma resposta das autoridades. O aposentado Florivaldo Nogueira, acredita que o crime teve motivação política e também defende a federalização do caso. O jornaleiro Daniel Cruz afirma que é preciso encontrar o responsável pela morte de Toninho.

O inquérito que investiga a morte de Toninho foi reaberto em 2010. No ano seguinte, uma equipe especial foi montada pela Polícia Civil. Para o advogado da família, William Seschi, a medida não foi suficiente para dar andamento às investigações, uma vez que falta estrutura da Polícia Civil de São Paulo.

 

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