O Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, negou o pedido da família do ex-prefeito de Campinas, Antônio da Costa Santos, para a instauração de inquérito pela Polícia Federal nas investigações do assassinato. A Polícia Federal fez um parecer em que diz que não há possibilidade de entrar no caso já que a polícia de São Paulo seria competente para as investigações.
A família faz o pedido desde 2001, pelo fato de o crime ter tido repercussão nacional, ter sido contra agente público no exercício da função, ferir os Direitos Humanos e pela colaboração de Toninho na investigação federal da CPI do Narcotráfico.
Em 2008, a PF entendeu não ser o caso de instauração de inquérito pelo fato de o crime não atender o requisito de repercussão interestadual. Com a reabertura das investigações em dezembro de 2010, no âmbito estadual, a família de Toninho solicitou a reconsideração e em 2012, novamente a Polícia Federal apresentou um parecer negando a possibilidade de intervir no caso.
Com a negativa de José Eduardo Cardoso, a família teve pela primeira vez a manifestação formal de um Ministro da Justiça indeferindo o pedido. Isso, segundo o advogado da víuva Roseana Garcia, abre caminho para a formalização de denúncia contra o Estado por omissão junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Willian Ceschi confirma que isto será formalizado ainda em setembro.
