Um relatório do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo aponta problemas de superlotação em UTIs Neonatal de hospitais de três cidades da região. Em Campinas, o documento mostra que a Maternidade da cidade, o Hospital Caism da Unicamp e a Maternidade do Celso Pierro da Puc-Campinas estão com ocupação acima do limite. Em Sumaré o problema foi constado no Hospital Estadual do Município e em Indaiatuba no Hospital Augusto de Oliveira Camargo. A Diretora da Regional de Campinas do Cremesp, Sílvia Helena Mateus, comenta que o déficit de leitos é crônico na região e reforça o risco que isto pode representar para a saúde dos bebês.
Com o relatório, o Conselho concluiu que a região de Campinas precisa ter o dobro de leitos disponíveis atualmente.
O Cremesp chegou a se reunir com órgãos responsáveis da Secretaria de Saúde e tem algumas possibilidades para a ampliação. Sílvia Helena comenta essas possibilidades, mas reforça o agravante em Campinas. Ela destaca que as UTIs Neonatal têm boa estrutura na região.
O Ministério Público de São Paulo instaurou inquéritos para apurar a denúncia de superlotação.
O Hospital Celso Pierro através de nota reforçou que a taxa de ocupação ultrapassa o número de leitos do contrato firmado com o SUS. A unidade ainda afirma que este é também o caso da UTI Pediátrica e do Pronto-Socorro.
A diretoria do Hospital do CAISM da Unicamp e a superintendência do Hospital Municipal de Sumaré inforram que a alta demanda tem sido administrada entre a instituição e os órgãos reguladores. No caso de Sumaré destacou que é o único de urgência e emergência da microrregião do município com UTI Neonatal.
A assessoria do Hospital Augusto de Oliveira Camargo não foi localizada para comentar o relatório.
Até fechamento desta reportagem a Maternidade de Campinas e a Secretaria Municipal de Saúde não haviam respondido aos questionamentos.
