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Voluntários se unem para alimentar moradores de rua em Campinas

Há cerca de 10 anos a cabeleireira Mirian Duarte, que mora em Nova Odessa, na Região Metropolitana de Campinas, se desloca todas as quartas-feiras à noite para Campinas. Aqui ela

Voluntários se unem para alimentar moradores de rua em Campinas
Há cerca de 10 anos a cabeleireira Mirian Duarte, que mora em Nova Odessa, na Região Metropolitana de Campinas, se desloca todas as quartas-feiras à noite para Campinas. Aqui ela se junta com a relações públicas Luci Cordeiro e com uma dezena de outras pessoas de diferentes credos e classes sociais para uma ação conjunta […]

Há cerca de 10 anos a cabeleireira Mirian Duarte, que mora em Nova Odessa, na Região Metropolitana de Campinas, se desloca todas as quartas-feiras à noite para Campinas. Aqui ela se junta com a relações públicas Luci Cordeiro e com uma dezena de outras pessoas de diferentes credos e classes sociais para uma ação conjunta e solidária. O objetivo: alimentar os cidadãos que sobrevivem pelas ruas da cidade. Em média, são oferecidas de 150 a 200 refeições por noite.

A concentração acontece no Largo do Carmo, bem em frente a igreja que dá nome a praça. Depois que o comércio baixa as portas os voluntários começam se organizar no local e aos poucos dezenas de pessoas vão se aproximando e se ajeitando em fila. E se engana quem pensa que todos que se encontram na fila são moradores de rua. Muitos tem onde morar, mas não o que por a mesa. A dona Vanda Maria, é um exemplo. Ela não mora na rua, mas sem ter o que comer em casa faz da comida oferecida pelos voluntários um verdadeiro banquete.

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A dona Rosa de Lima também não perde o jantar das quartas-feiras. Ela se desloca do bairro em que mora em Monte Mor para comer e encontrar amigos. O jantar acaba se tornando em uma grande confraternização.

O jantar das quarta-feiras no Largo do Carmo é idealizado pelos integrantes da Toca de Assis, entidade ligada a igreja católica. Romero de Souza é um desses integrantes, tem apenas 30 anos de idade e a 12 se dedica voluntariamente aos moradores de rua. De acordo com ele, além de alimentar essa camada da sociedade, o maior estimulo é resgatar a cidadania dessas pessoas.

Em muitos casos, o objetivo do jovem Romero de Souza é alcançado. Um exemplo é Marcelo Abelardo, que apesar de morar a 10 anos nas ruas de Campinas se orgulha de nunca ter se envolvido no que chama de algo erro. De acordo com ele, se não fosse o carinho e os conceitos transmitidos pelos voluntários que promovem os jantares das quartas-feiras a situação seria diferente.

A Relações Públicas Luci Cordeiro é voluntária a cerca de 20 anos. De acordo com ela a satisfação da dona Vanda Maria e o orgulho do morador de rua Marcelo Abelardo é algo indescritível. Ela explica que começou a doar parte do seu tempo apos cansar de ver pela janela do carro o sofrimento dos que moram nas ruas da cidade.

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Quem também decidiu deixar apenas de ver a situação dessa camada da sociedade esquecida e resolveu agir foi a cabeleireira Mirian Duarte. Toda quarta-feira ela participa da ação solidária em Campinas. Para ela ser voluntária, independentemente da situação é um ato de amor e solidariedade.

O trabalho desenvolvido pelos integrantes do grupo é questionado por muitos, porém para o autônomo Laélson Cordeiro, que também é voluntário, diante da inércia dos poderes constituídos em resolver o problema, a ação voluntaria acaba sendo a única alternativa para essa camada da sociedade se sentir mais respeitada. Por mais simples que seja ação conjunta das pessoas que doam parte do seu tempo é a prova concreta de se pode fazer a diferença.

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