A Polícia Civil começou a ouvir nesta sexta-feira os policiais militares que trabalharam na noite dos ataques que deixaram 12 mortos nas regiões oeste e sudoeste Campinas. O número total de PMs não foi divulgado, mas as oitivas só puderam ser feitas depois que a força-tarefa recebeu a listagem completa da corporação. De acordo com o promotor do Ministério Público, Ricardo Silvares, que acompanha o trabalho dos delegados, entre as informações apuradas estão detalhes das ocorrências daquela madrugada.
Uma das principais hipóteses das investigações é de que os ataques teriam ocorrido como forma de retaliação pela morte de um policial militar, registrada horas antes em um posto de gasolina na mesma região. Dois suspeitos pelo crime foram identificados pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e segundo o promotor Ricardo Silvares, ainda não é possível determinar qual deles foi o atirador.
A Polícia Civil ainda investiga se três homens baleados na mesma noite dos crimes foram vítimas dos mesmos criminosos. Um deles morreu após quatro dias internado, enquanto outro segue no hospital e um terceiro, que foi ouvido pelos delegados, já foi liberado. Ao todo, mais de vinte e uma pessoas entre parentes, vizinhos e guardas municipais já prestaram depoimento.
