Mesmo depois de cair para a segunda posição no número de casos de dengue em Campinas, a região noroeste ainda tem 25% do total das 17 mil ocorrências da cidade. Nas ruas dos bairros, a nebulização feita pela Prefeitura já aconteceu, mas alguns moradores ainda reclamam da falta de limpeza de lugares públicos e espaços vazios.
É o caso de Julia Regina, que mora quase em frente à CEMEI João Hermann Neto, no Parque Itajaí, e diz que os entulhos ao lado do local voltam a ser despejados mesmo depois que o terreno passa por limpeza. Ela conta que o neto estuda na instituição e se mostra preocupada com o risco de criadouros do mosquito transmissor.
No centro de saúde do bairro, ainda movimentado devido a casos suspeitos de dengue, é comum ver pessoas com os sintomas da doença. Maria José da Silva, que mora em frente à unidade, relata a dificuldade da população na busca por atendimento.
Na região do centro de saúde do Jardim Florence, com a sala de espera cheia, moradores da Rua 15 ainda enfrentam dificuldades na limpeza dos terrenos. A mesma situação é percebida em um espaço público na avenida da unidade. Segundo Zulmira Balbino, o local ao lado de uma escola está limpo, mas a sujeira costuma ser despejada logo em seguida. Já no Jardim Rossin, não havia grande movimentação no centro de saúde e a situação, de acordo com o casal Lausina e Rui Moraes, está mais tranquila.
Com 4.259 casos de dengue, a região noroeste está atrás da região norte, com mais de 4.500. As duas localidades somam pouco mais do que a metade das ocorrências em Campinas.
