O ex-ministro da saúde e pré-candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, negou que sofra influência do doleiro Alberto Youssef, que teve uma conversa interceptada com outra doleira, Nelma Penasso Kodama, garantindo que conseguiria a nomeação de um delegado para o departamento estadual de investigações criminais, caso o político fosse eleito em outubro. O diálogo foi interceptado pela Polícia Federal através da operação Lava Jato, que revelou um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado ilegalmente cerca de R$ 10 bilhões. Ao todo, 20 pessoas foram presas, a partir das provas das investigações levantadas pelos policiais, inclusive o doleiro Alberto Youssef, apontado como líder da organização criminosa.
Padilha não é investigado pela operação da PF, mas seu nome é citado em alguns documentos. No relatório principal, os investigadores revelaram o empenho do doleiro em aproximar o laboratório Labogem Química Fina ao Ministério da Saúde, visando um negócio milionário durante a gestão do petista. O nome do pré-candidato ao governo paulista apareceu depois que o deputado federal André Vargas afirmou que Padilha havia indicado um ex-assessor para um cargo na Labogem. Em visita a Campinas, Padilha negou qualquer envolvimento nas suspeitas e classificou a suposta influência exercida pelo doleiro como abominável.
Alexandre Padilha reafirmou ainda que vai processar todas as pessoas que citaram seu nome indevidamente. Ele esteve nesta quarta-feira em Campinas, participando de uma solenidade na Câmara Municipal.
