Os professores da Unicamp em greve desde o dia 27 de maio decidiram em assembleia não entregar as notas de fechamento do semestre enquanto a paralisação for mantida. O Comitê de Ética da Associação dos Docentes da Unicamp (ADunicamp) emitiu um comunicado nesta quinta-feira sobre a decisão, que segundo o órgão foi tomada por maioria absoluta dos professores presentes na reunião.
Na nota, o Comitê avalia que qualquer prejuízo aos alunos, deverá ser atribuído ao Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas. A greve dos docentes da Unicamp e também da USP e Unesp acontece devido o reajuste salarial de ZERO% que não foi aceito pelos professores.
A Unicamp foi procurada pela reportagem, mas até fechamento não tinha se posicionado sobre a situação.
Integra do comunicado: “Comunicado do Comitê de Ética da ADunicamp
Foram-nos encaminhadas algumas demandas relativas à entrada de notas e frequência, notadamente de alunos concluintes. Após apreciação dos argumentos apresentados, à luz dos acontecimentos que levaram as entidades representadas no Fórum das Seis (docentes e funcionários das três universidades públicas paulistas e do Centro Paula Souza) a deflagrar a greve em curso, o Comitê de Ética da ADunicamp, do qual fazem parte membros das diferentes Unidades de Ensino e Pesquisa da universidade, chegou à conclusão de que, no momento, não há nada a fazer senão lembrar que:
1) A Assembleia Docente Permanente, em sessão de 25/06, deliberou por ampla maioria que o assunto da entrada de notas e frequência só será tratado após o término da greve.
2) A greve foi deflagrada em função da absoluta intransigência do Conselho de Reitores (CRUESP), que se nega terminantemente a negociar com o Fórum das Seis o reajuste salarial em sua data base (um direito constitucionalmente garantido), juntamente com os outros pontos da pauta unificada. Quaisquer prejuízos causados pela greve, seja a indivíduos ou à sociedade em geral, portanto, devem ser imputados exclusivamente ao CRUESP.”
