Estudos da Unicamp e do Consórcio PCJ apontam que a água do volume útil do Sistema Cantareira só vai durar até o mês de julho. Pela situação atual, já no início do mês o nível deve zerar. O que resta é o volume morto. Se ele for captado, a vida útil é de cerca de 100 dias.
O levantamento foi feito pelo professor a Unicamp, Antônio Carlos Zuffo. Ele explica que as contas consideram o volume equivalente e se não houver mudança no clima com chuvas, a cada dia a região fica mais próxima de uma situação de desabastecimento.
Diante disso, o Consórcio PCJ propõe um esquema de rodízio na captação de água, entre a indústria, municípios e agricultura. Cada um dos setores faria a o uso em um determinado período do dia. A proposta já foi feita em encontros do consórcio, que acredita que tal medida já deveria estar prática.
O Secretário Executivo do órgão, Francisco Lahóz diz que se a população se atentar a gravidade da situação, os setores devem acatar o ao sistema intercalado.
Essa proposta é baseada no sistema de “alocação de água” que é adotado no Ceará. A estimativa do Consórcio é que o comportamento das chuvas na região só se normalize em 2016. A recuperação do volume morto do Sistema Cantareira pode levar de cinco a dez anos.
