Antônio da Costa Santos morreu há treze anos, no dia 10 de setembro de 2001. O assassinato do então prefeito de Campinas ainda segue com pedido da federalização das investigações, indeferimentos destes pedidos e a crítica à estrutura da Polícia Civil do Estado de São Paulo. O advogado da família de Toninho, William Ceschi Filho, discorda das justificativas apresentadas pela Justiça, que negou a ação da Polícia Federal no caso por duas vezes.
O fato de Toninho ter participado de uma CPI federal justificaria o pedido segundo o advogado. Ele também questiona o argumento de que a Secretaria Estadual de Segurança teria estrutura para investigar o caso. Sobre a estrutura da Polícia Civil, o advogado diz que ainda faltam policiais e há um acúmulo de inquéritos no setor de Campinas.
Ceschi mantém o contato com a Organização dos Estados Americanos e a expectativa é que a solicitação que está em tramitação para federalizar as investigações tenha uma resposta em breve. Os atos que marcam a data do assassinato do então prefeito não vão acontecer neste ano devido período eleitoral, por pedido da própria família.
Antônio da Costa Santos morreu com um tiro, quando trafegava pela Avenida Mackenzie, no bairro Vila Brandina. O inquérito chegou a ser concluído e o Ministério Público apresentou denúncia contra o sequestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho. Os juízes e o desembargador do caso não se convenceram da acusação o inquérito foi reaberto em 2010.
A Polícia Civil foi procurada para falar sobre o andamento das investigações, mas não retornou a solicitação até o fechamento da reportagem.
