Depois de 113 dias, as atividades na Unicamp, em Campinas, começaram a ser retomadas nesta segunda-feira. Nas bibliotecas e nas creches, principais serviços afetados durante a greve dos trabalhadores, o funcionamento aconteceu de maneira integral. No Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, o movimento foi grande, já que a biblioteca ficou fechada no período da paralisação. Além de consultas, alunos como Carolina Bonomi, da faculdade de Ciências Sociais, foram ao local para devolver livros alugados em maio.
Apesar da procura, a devolução não foi totalmente afetada, já que isso poderia ser feito em outros locais do campus. Segundo a diretora da unidade do IFCH, Sandra Aparecida, o serviço de ficha catalográfica de teses e dissertações foi o mais prejudicado. Impedida de fazer consultas, a aluna de História, Lívia Maria Alves, conta que as reposições de aula ajudaram a tirar o atraso. Mesmo com a prorrogação do fim do semestre para janeiro de 2015, ela explica que a programação dos exames também foi alterada.
Além das bibliotecas, as creches que atendem os filhos dos funcionários também voltaram a funcionar integralmente. Durante a greve, alguns pais não tinham onde deixar as crianças, ou tiveram que recorrer a escolas particulares. Segundo o diretor do sindicato da categoria, João Raimundo de Sousa, outros setores, como a Prefeitura e o Sistema de Arquivos, terão o trabalho normalizado de acordo com cada necessidade. A maior greve da história da universidade foi encerrada no último dia 11 de setembro depois que a categoria aceitou a proposta da reitoria para abono de 28,6%. Os docentes que haviam retornado ao trabalho no final de agosto também aceitaram a proposta.
