O relatório de visita técnica nas obras de Viracopos elaborado pelo Comdema, que é o Conselho Municipal do Meio Ambiente de Campinas sugere um aprofundamento por parte da Vigilância Sanitária do município em relação ao caso da presença do vírus da poliomielite em água do entorno do terminal. Em junho deste ano, o vírus foi encontrado em uma amostra de água do aeroporto.
Na ocasião foi considerado por autoridades da saúde como um fato isolado, eventual e que não oferecia risco à população. No documento, o Conselho afirma que não foram fornecidos detalhes sobre o caso da presença do vírus, durante a visita. O órgão diz crer que este seja um ponto a ser aprofundado pela Vigilância Sanitária de Campinas.
O coordenador da Comissão de Resíduos Sólidos e de Controle de Poluição do Comdema, Rafael Moya, complementa o documento dizendo que essa atenção também deve se dar pelo risco de novas contaminações. Ele questiona a forma como é feito tratamento do esgoto no local.
A Vigilância Sanitária de Campinas foi procurada e informou que não é responsável por Viracopos. A reportagem conversou com assessoria de imprensa do aeroporto e responsável pela área de Meio Ambiente informou que a análise da água no entorno é feita semanalmente pela Cetesb e após a ocorrência do final de junho nenhuma amostra apresentou o vírus da poliomielite. O aeroporto também reforçou que no caso dos vírus, eles não estão dentro do terminal, mas sim podem chegar através turistas.
Viracopos reforça que sempre se estabelece um fluxo de comunicação para os casos de saúde pública, inclusive, neste momento, com ênfase no vírus Ebola, com trabalho junto à Cetesb, Secretaria da Saúde e Anvisa. Também destaca a preocupação com meio ambiente e parceiras firmadas com a Sanasa para o tratamento de esgoto, descarte de resíduos sólidos e a utilização de água de reuso pelo terminal.
