Terminou na tarde desta quinta-feira a maior greve da história da Unicamp, que teve duração de 112 dias. Em uma assembleia que reuniu cerca de 700 trabalhadores da universidade, os servidores aprovaram a proposta enviada pela reitoria, que ofereceu um abono de 28,6%., além de um reajuste de 5,2% nos vencimentos. Já a Associação dos Docentes da Unicamp havia aprovado a proposta de complemento do abono dos professores de 21% para retomar as atividades. A greve dos docentes foi suspensa em 1º de agosto e, nesta quarta-feira, a reitoria ofereceu um adicional de 7,6% para equiparar o abono deles ao oferecido para os demais servidores, que continuavam parados. Os docentes vão manter o estado de mobilização para acompanhar as negociações com as outras universidades e demais categorias.
Segundo a coordenadora geral do sindicato dos trabalhadores da Unicamp, Margarida Barbosa, os trabalhadores comemoraram os reajustes concedidos, uma vez que no início do movimento, o conselho dos reitores das universidades paulistas não sinalizou com a possibilidade de negociação. Por conta da maior greve da história, a universidade alterou o calendário e adiou em um mês o início do semestre letivo, que começou no dia primeiro de setembro. As atividades na Unicamp serão normalizadas a partir desta segunda-feira.
