Os guardas municipais de Americana decidiram aderir à greve dos servidores públicos da cidade nesta terça-feira, décimo quinto dia do movimento. Eles garantem a manutenção de 30 por cento do efetivo. O motivo da paralisação também é a falta de pagamento dos salários de novembro e do décimo terceiro – situação que afeta a maior parte das áreas de Limpeza Urbana, Saúde e Educação do município.
Segundo o GM e diretor do sindicato dos servidores, Rogério Vanzo, a categoria também reclama da falta de condições de trabalho, já que não há combustível ou comida para membros da corporação. Ao todo, são 340 guardas municipais que se juntam aos demais trabalhadores. Mas de acordo com Vanzo, escalas de serviço já foram montadas para cumprir a parcela prevista em lei.
A Prefeitura de Americana tinha até o dia 22 para quitar vencimentos e direitos dos cerca de 7 mil servidores. Caso contrário, segundo a Justiça, deveria pagar multa de 10 mil reais por dia para cada trabalhador. O prefeito interino, Paulo Chocolate, alegou que o Executivo não tem dinheiro e que vai parcelar o décimo terceiro ou deixar o compromisso para Omar Najar, prefeito eleito que assume o cargo no mês de janeiro. A Administração Municipal entrou com pedido de liminar para anular a decisão que bloqueia as contas e afirmou em nota que entende que o impedimento e a multa “vão aprofundar ainda mais a situação de crise”.
