No primeiro dia da lei nacional antifumo, estabelecimentos do centro de Campinas ainda tinham painéis de cigarros afixados nos caixas. Os displays configuram publicidade e não são mais permitidos pelo texto. A nova regulamentação também proíbe o consumo de charutos, cachimbos e similares em lugares fechados de uso coletivo e amplia as mensagens de alerta em maços vendidos em todo o País.
Nas ruas da cidade, as novas regras agradaram os moradores, que acreditam que a fiscalização será reforçada. Para os aposentados João Ribeiro e Albenéia Carnielli, a fiscalização da lei estadual de 2009 será reforçada. Mesmo acostumado com a lei já existente, o fumante Carlos Antonio Gomes critica a nova regulamentação nacional e defende que outras medidas poderiam ser adotadas na área de saúde pública.
No comércio, no entanto, alguns proprietários ainda começam a se adequar. Na região central, por exemplo, uma padaria, um bar e uma banca de jornal ainda tinham os painéis com publicidade de cigarros. Um dos comerciantes, que não quis gravar entrevista, alegou que desconhecia a nova norma e afirmou que o display com luminosos não desrespeitava a lei. Mas de acordo com a coordenadora da vigilância sanitária estadual, Cristina Negid, os estandes em balcões e caixas já configuram publicidade irregular.
Ainda segundo Negid, a nova lei não entra em confronto com a regulamentação estadual, já que são parecidas. Ela também explica que a região de Campinas possui mais de 99 por cento de respeito à lei estadual: desde 2009, foram mais de 85 mil inspeções, com 223 multas e autuações.
