A ação da Prefeitura de Campinas, que pede a anulação do leilão do Estádio Brinco de Ouro da Princesa, do Guarani, busca a legalidade e a garantia do patrimônio público, segundo o prefeito Jonas Donizette. A medida foi tomada pelo secretário de Assuntos Jurídicos, Mário Orlando de Carvalho, que vê impedimentos legais no procedimento. Mas ainda não há prazo para que uma decisão seja anunciada.
O lance vencedor, de R$ 44,4 milhões, foi dado pela Magnum Group. Porém, das cinco matrículas imobiliárias colocadas em leilão, duas são doações feitas pelo município ao clube na década de 70. Por esse motivo, segundo Jonas Donizette, as áreas devem ser devolvidas. Caso contrário, haveria omissão por parte do município. Ele também nega qualquer intenção de interferir nos interesses do clube.
Os dois locais que integram o terreno do Brinco de Ouro envolvem o bosque próximo ao setor social do clube, doado em 1974, e o ginásio poliesportivo, cedido em 1976. O presidente do Guarani, Horley Sena, vê a ação da Prefeitura com naturalidade e afirma que o proprietário da Magnum, Roberto Graziano, tem conhecimento sobre o questionamento na Justiça. O leilão do Estádio Brinco de Ouro da Princesa foi realizado em São Paulo depois que a Justiça Federal fez uma varredura no patrimônio do Guarani para garantir o pagamento de dívidas tributárias.
