Um grupo de 50 servidores públicos de Americana entrou na Prefeitura da cidade na manhã desta terça-feira para cobrar o pagamento dos salários da categoria. Eles tentaram chegar até o gabinete, mas foram impedidos pela Guarda Municipal, que chegou minutos depois do início da ação. Durante o tumulto, uma vidraça foi quebrada por uma pedra. O funcionalismo mantem estado de greve desde setembro e o movimento foi retomado na segunda-feira depois que apenas uma parcela dos professores e coletores de lixo recebeu os vencimentos.
Segundo o diretor do sindicato, Antônio Forti, os trabalhadores só voltam ao trabalho após a regularização. Ele lembra que já havia prometido nova paralisação em novembro, quando um acordo foi feito com o Executivo. A greve afetou escolas de ensino fundamental. Segundo a Administração Municipal, três escolas ficaram sem aulas, outras três atenderam parcialmente e duas abriram meio período devido à falta de cozinheiras. Já na Saúde, somente o Hospital Infantil atendeu normalmente. Dos 23 postos médicos da cidade, 22 fecharam e somente um funcionou parcialmente, mesma situação do Núcleo de Especialidades.
Mas foi no Hospital Municipal Doutor Waldemar Tebaldi onde os reflexos foram mais sentidos: houve espera acima do normal e devido à falta de funcionários, a unidade só atendeu casos de urgência e emergência. Alessandro Ventura teve que procurar atendimento para a esposa em um hospital particular, enquanto Alexandre Rezende reclama da falta de atenção com quem aguardava no local. Apesar da adesão de cerca de 80 por cento do funcionalismo e das paralisações em diversos setores, a Prefeitura informou por meio de nota que não tem previsão para o depósito do salário e do décimo terceiro.
