A chuva que caiu em Campinas na última semana renovou as esperanças da população do distrito de Sousas em relação ao Rio Atibaia, mas os moradores da região continuam apreensivos com a crise hídrica. Na última sexta-feira, a vazão do rio atingiu 28,1 metros cúbicos por segundo, mas nesta segunda, o índice caiu para pouco mais de 10 metros cúbicos por segundo. Apesar da queda superior a 60%, o volume de água do Atibaia é maior do que grande parte dos registros de 2014. A água cobriu praticamente todas as pedras no trecho que passa por Sousas e invadiu as margens. O jornaleiro Felipe Marques Carvalho disse que a situação do rio está bem melhor e que vai ficar torcendo por mais chuvas na região. O motorista Antônio Carlos Bertoncello ficou mais aliviado com o aumento da vazão do Atibaia. O aposentado Hélio Bardelli também comemorou o aumento do volume de água no Atibaia, mas revela estar um pouco apreensivo com o futuro.
A Sanasa precisa retirar aproximadamente 4 metros cúbicos por segundo para abastecer toda a cidade. Campinas não tem um reservatório próprio e depende da liberação de água do Cantareira quando a vazão do Atibaia cai. Em 2014, o município passou por graves dificuldades no abastecimento por causa da crise hídrica. Em algumas oportunidades, a vazão ficou tão baixa, que comprometeu o fornecimento de água à população, por vários dias. Para garantir o abastecimento, a Sanasa chegou a represar o rio no ponto de captação.
