O asfalto nas principais avenidas da região central de Campinas, por onde percorrem os ônibus, apresenta um alto grau de deformidade, principalmente nas áreas próximas às paradas. Em trechos como das Avenidas Orosimbo Maia, Moraes Salles e Anchieta e na Rua General Osório, parte do asfalto parece ter derretido, causando ondulações na pista e invadindo parte das calçadas. Além disso, a situação se agravou com as chuvas dos últimos dias, o que fez com que pedaços do asfalto se soltassem e buracos surgissem nas vias. Quem passa pelos locais onde a situação é mais complicada, afirma que o problema é acontecesse com frequência e os reparos são difíceis de acontecer.
No início da Avenida Moraes Salles, há uma grande deformação no asfalto, justamente no ponto de freada dos ônibus que descem pelo viaduto Cury. O locutor André Luís da Silva, que trabalha numa loja em frente ao trecho, afirma que o problema no local é antigo. Na Rua General Osório, próximo ao cruzamento com a Rua Irmã Serafina, a situação se repete, mas com a chuva dos últimos dias, as placas de asfalto se soltaram, provocando buracos na via. O porteiro de um prédio no local, Ananias Bianchini, disse que a situação se repete com frequência e que muito raramente é realizado algum tipo de reparo no local. Na Avenida Anchieta, há poucos metros da prefeitura, um buraco se formou depois das chuvas no início do ano e até agora o motorista é obrigado a desviar. O comerciante Nelson Ambrósio dos Santos, afirma que diariamente ouve o barulho dos carros que não conseguem evitar o local danificado.
O engenheiro civil Thiago Mattos Vespoli, afirma que os locais onde o asfalto apresenta maior índice de deformidade são pontos de freadas de veículos pesados, como os ônibus. Ele explica que a situação é normal, já que com o forte calor e a pressão constante no mesmo ponto do asfalto causa o problema. O engenheiro afirma que para acabar de vez o problema, seria necessário retirar o asfalto desses trechos e usar o concreto como pavimento.
Resposta
A prefeitura informou que reconhece o problema nas vias citadas pela reportagem e justificou os danos causados em função do calor, o atrito pesado de ônibus e o derramamento de óleo diesel. Declarou ainda que a partir do próximo mês de fevereiro vai contratar duas máquinas para raspar o asfalto danificado e fazer novamente a pavimentação das vias. Com relação a possibilidade de concretagem (pavimentação rígida) em que o tráfego de ônibus é mais pesado, conforme especialista citou na reportagem, a prefeitura disse que realmente seria o mais aconselhável mas o custo disso tornaria inviável.
