Passados os três meses previstos para obras de melhorias, o Pronto-Atendimento do São José, em Campinas, continua fechado. A reforma começou no dia 3 de outubro de 2014 e ainda não tem data para terminar. No local, com mais de 12 mil atendimentos por mês, estavam previstos reparos na rede elétrica, no telhado e nas paredes. Um estacionamento, reivindicação antiga de funcionários, também deveria ser construído.
No portão de entrada, porém, uma faixa ainda avisa sobre a interdição e orienta a população a procurar outras unidades como Hospital Mário Gatti, PS Campo Grande, PA Anchieta, ou ainda o Hospital Ouro Verde. Moradores reclamam do incômodo do deslocamento para outros lugares. É o caso de Maria Lúcia Gama e Cícero da Silva, que precisaram pagar passagem de ônibus ou pegar carona para procurar consultas.
Alessandra Costa, que mora em frente ao PA, fala em descaso e afirma que os trabalhos acontecem de forma bem lenta. Ao redor da área, entulho pode ser visto em diversos pontos da parte interna. A justificativa da Secretaria de Saúde para o atraso nas obras é de que a construção é antiga e não passava por reformas há muitos anos. De acordo com a pasta, trocas de portas, pisos e pias precisaram ser feitas.
A manutenção hidráulica também foi realizada, assim como a pintura. Os trabalhos gerais estão em fase de acabamento e devem ser concluídos em breve, mas não há uma data específica para isso. A nota enviada pela Saúde, no entanto, não informou se houve gasto acima do custo previsto em outubro. Na época do fechamento do PA, a estimativa é de que seriam necessários entre R$ 400 e 500 mil.
