Com o julgamento suspenso desde julho do ano passado, o Caso Sanasa poderá prescrever em maio deste ano, quando se completam quatro anos da denúncia. O escândalo de corrupção envolvendo a empresa municipal de Campinas colocou no banco dos réus 22 pessoas, sendo parte delas ligadas ao primeiro escalão do então prefeito Hélio de Oliveira Santos. Entre os indiciados estão a ex-primeira dama da cidade, Rosely Nassin Santos, acusada de chefiar o esquema que fraudava licitações através da Sanasa, além dos ex-secretários de segurança e de comunicação, Carlos Henrique Pinto e Francisco Lagos, que morreu no ano passado. O julgamento dos réus já teve sua fase de instrução encerrada, faltando apenas as alegações finais da promotoria e da defesa.
O problema é que o julgamento está suspenso pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, aguardando a transcrição de um áudio. De acordo com o professor e mestre em direito, Manoel Carlos Cardoso, se o caso prescrever, os réus só poderão cumprir a pena se a sentença for maior do que dois anos de prisão, caso sejam condenados. Para o professor Manoel Carlos Cardoso, o não julgamento do caso Sanasa abre espaço para questionamentos sobre a parcialidade da justiça no processo. Ele afirma que a condenação dos réus poderia ter reflexos em outros casos que são investigados no país, como por exemplo, a operação Lava Jato, que investiga a corrupção na Petrobrás.
O juiz do caso, Nelson Augusto Bernardes, informou que o caso está parado há quase um ano e que aguarda uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. O promotor Amauri Silveira Filho não comentou o caso.
