Motivo de reclamação de muitos motoristas desde o fim de novembro, a ponte que interliga Barão Geraldo e Paulínia continua interditada e sem previsão de solução. Alguns metros antes um desvio passou a ser usado. A passagem sobre o Rio Anhumas teve o tráfego impedido depois de abalos detectados pela Rhodia e confirmados por funcionários da Prefeitura de Campinas. Uma tubulação de gás também passa no local. Mas quase dois meses depois, nada foi feito ou decidido e, apesar de informar no site que agentes de trânsito monitoram a região, nenhum funcionário da Emdec foi visto na manhã desta sexta-feira.
Enquanto isso, a alternativa utilizada por muitos começa a causar transtornos. A 200 metros da ponte, o caminho não só liga o distrito a um ponto diferente de Paulínia, como é estreito nos trechos iniciais. Gerente de uma loja de materiais de construção na estrada, Tiago Queiroz conta que carretas precisam manobrar e uma delas chegou a derrubar um poste do estabelecimento. Ele diz que o trajeto confunde muita gente. Outro problema é que muitos clientes de Tiago deixaram de ir ao local devido à mudança. O caminho aumentou a distância, por exemplo, para compradores de Paulínia.
Avisos sobre o fechamento da ponte estão afixados desde a avenida Albino José Barbosa de Oliveira até a estrada da Rhodia, mas poucas placas informam sobre o desvio a poucos metros da ponte bloqueada. Em resposta à reportagem, a Emdec alegou através da assessoria de imprensa que os agentes não estavam no local porque costumam monitorar a situação após fiscalizar outros pontos de Barão Geraldo. Já a Prefeitura informou que entrou procurou a Artesp, responsável pela ponte entre as duas cidades, e que aguarda a pesquisa sobre o projeto para definir uma medida. A resolução, porém, não tem data definida.
