No primeiro dia de trabalho integral do funcionalismo público em Americana, o Hospital Municipal Waldemar Tebaldi teve demora no atendimento. Pacientes esperaram no local por até uma hora e meia. Foi o caso de Luiz Gonçalves, que acompanhava um amigo do lado de fora e chegou à unidade às 8h. Segundo ele, depois de aguardar na sala de espera lotada, o homem só foi recebido por volta das 9h30.
Durante a greve de 38 dias na cidade, o hospital só atendeu urgência e emergência, mas a causa do problema depois do fim do movimento não foi informada. Moradores, porém, relataram que faltaram médicos. Mas além da saúde, a coleta de lixo também foi uma das áreas mais afetadas pela paralisação. Nas ruas do município, os sacos ainda eram vistos acumulados em algumas vias da região central.
Para Cláudio Rodrigues, a situação da sujeira nas ruas deve ser prioridade para o Executivo, enquanto Natal Peixoto relembra a virada de ano com lixo acumulado em diversos pontos. Consultada, a Prefeitura de Americana informou que a coleta de lixo acontece integralmente e deve ser normalizada em 15 dias. Sobre a saúde, no entanto, não respondeu sobre o motivo da demora após a greve.
A retomada dos serviços aconteceu após acordo entre o sindicato da categoria e a Prefeitura, que pagou R$ 1 mil referentes aos salários de dezembro para quase 6 mil servidores. Empossado há 10 dias, o prefeito Omar Najar, do PMDB, prometeu pontualidade nos pagamentos, que devem acontecer até o dia 23.
