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Justiça fala em ‘escusos lobbies’ e leilão do Brinco pode ser anulado

A Justiça Federal pede explicações ao Guarani Futebol Clube e a empresa Magnum sobre o leilão do estádio Brinco de Ouro em um despacho feito nessa segunda-feira (12). Segundo o

Justiça fala em ‘escusos lobbies’ e leilão do Brinco pode ser anulado
A Justiça Federal pede explicações ao Guarani Futebol Clube e a empresa Magnum sobre o leilão do estádio Brinco de Ouro em um despacho feito nessa segunda-feira (12). Segundo o documento, o Guarani Futebol Clube e a empresa que arrematou o Brinco de Ouro, MMG Consultoria e Assessoria Empresarial, representada pelo empresário Roberto Graziano devem […]

A Justiça Federal pede explicações ao Guarani Futebol Clube e a empresa Magnum sobre o leilão do estádio Brinco de Ouro em um despacho feito nessa segunda-feira (12). Segundo o documento, o Guarani Futebol Clube e a empresa que arrematou o Brinco de Ouro, MMG Consultoria e Assessoria Empresarial, representada pelo empresário Roberto Graziano devem explicações para a justiça.

O juiz do processo pede informações como cópia da minuta do contrato de negociação do patrimônio imobiliário do Estádio Brinco de Ouro da Princesa e adjacências, cópia dos contratos relativos aos direitos econômicos dos jogadores de futebol com vínculo com o clube, cópia da ata da Assembleia Geral Extraordinária que aprovou a exclusividade de negociação com o Grupo Magnum e cópia dos pareceres mencionados no edital. Além disso, os dois devem informarem se há alguma proposta ou intenção de patrocínio ao Guarani Futebol Clube pelo grupo Magnum.

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O despacho cita que a empresa que arrematou o estádio teria um capital social de mil reais, não podendo comprar um imóvel por R$44.450.000,00 e também cita uma reportagem do jornal Correio Popular onde cita o fato da mudança de zoneamento necessário para a construção do projeto imobiliário. A Justiça cita que: “Na referida Zona 18 não se permite demolição nem novas edificações, o que explica o preço alegadamente baixo obtido na arrematação do imóvel. Desta forma, o arrematante estaria se prevalecendo de escusos “lobbies” junto à municipalidade para alteração da lei de zoneamento” e que as circuntâncias foram sonegadas a possíveis interessados na arrematação.

O despacho fala que, confirmando a ilação, cabe a anulação da arrematação “pois o Poder Judiciário não se prestará a chancelar negócios fundados em esperteza e ardil”. O Guarani e Roberto Graziano tem até dez dias para apresentarem os documentos pedidos pela justiça.

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