A compra de produtos de horti-fruti não escapa dos aumentos de preço deste início de ano. Levantamento da Ceasa Campinas aponta variações de mais de 60% como caso do chuchu e outros aumentos em frutas, verduras, legumes e raízes. Nas ruas, quem faz a feira tem na ponta da língua o que está caro e já abre mão de alguns itens, como Fabiane de Araújo Silva.
Geni Acácio tem sentido as variações de preço e até entende as mudanças no tempo, período de estiagem, mas acha muito constante estas variações – Ela cita o limão, que muda de preço, de semana por semana.
Essas variações de semana por semana, realmente acontecem, aliás, o levantamento dos preços da Ceasa Campinas é feito semanalmente. O relatório da primeira quinzena de janeiro mostra aumento do preço da laranja e da cenoura entre 20 e 25%. O abacaxi, acelga, alface, chicória tiveram reajuste entre 10 e 15%. O vilão do período, o chuchu, subiu de 1,50 para 2,50 o quilo.
O coordenador do mercado Hortifrúti Granjeiro da Ceasa, Márcio de Lima, tranquiliza dizendo que esses aumentos eram esperados e poderiam ter atingido mais ainda o bolso no caso das verduras. De qualquer forma o período é mais agressivo para este tipo de item e mais favorável para os legumes, que podem ser uma boa opção para o consumidor, já que tendem a ter um preço mais baixo. Sobre o chuchu o problema é pontual: chuvas fortes impactaram na produção.
Além da dica pela escolha dos legumes diante dos preços, alguns itens que apresentaram queda no período do levantamento foram: Limão Tahiti que caiu 32%, mamão numa média de 10% e o tomate, que passou de 2,90 para 2,50.
As questões climáticas de falta de chuva não preocupam quanto a oferta, segundo o Ceasa. A preocupação é em relação a qualidade dos produtos.
