Duas propostas foram apresentadas durante o leilão do estádio Brinco de Ouro nesta quarta-feira no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região em Campinas. A primeira foi de um grupo de empresas da cidade de Jaboticabal, interior de São Paulo, formado por Barbizan, Gold Bussiness e Florenza, no valor de 45 milhões de reais. A segunda, e que mais chamou a atenção, foi a da MMG Consultoria e Assessoria Empresarial, de propriedade do empresário Roberto Graziano, no valor de 57 milhões. O lance aconteceu após o término oficial da parceria entre a empresa Magnum, também de propriedade de Graziano, e o Guarani. A proposta surpreendeu o presidente do clube, Horley Senna, que prometeu tentar embargar o pregão.
As duas propostas apresentadas ficam abaixo do lance inicial mínimo, que era de R$ 126 milhões, e por isso ainda serão avaliadas pela juíza do trabalho, Ana Cláudia Torres Viana. Tanto o documento apresentado pelo primeiro grupo, quanto o de Graziano, são condicionais, ambos querem a garantia da prefeitura municipal de Campinas de que poderão construir o que pretenderem no espaço do Brinco de Ouro. Diante disso, antes mesmo de validar ou recusar uma das propostas a juíza marcou para o próximo dia 24 uma audiência com representantes dos interessados no terreno, do Guarani e da prefeitura. Segundo a magistrada a presença do prefeito é de suma importância e afirmou ainda que propostas só serão aceitas se as mesmas cobrirem as dívidas trabalhistas.
Em relação a MMG, a mesma propôs o pagamento de 57 milhões de reais já contando com os 44 milhões que estão retidos pela justiça e que foram usados para arrematar o estádio durante leilão embargado da justiça federal no mês passado. Após a reunião do dia 24 de março, a juíza vai deliberar sobre as propostas. Se nenhuma for aceita, um novo leilão poderá ser agendado.
