Contra a licitação que transfere a farmácia e o setor de suprimentos do Hospital Mário Gatti, em Campinas, para empresas terceirizadas, 200 manifestantes saíram às ruas da cidade na manhã desta terça-feira. Convocada para às 8h, quando as propostas seriam apresentadas à diretoria da unidade, a movimentação se concentrou na entrada do prédio e refletiu no atendimento a pacientes como Camila Lourenço.
O ato reuniu servidores, entidades da Saúde e movimentos sociais e também pediu a revogação da lei das organizações sociais, recentemente aprovada em sessão extraordinária na Câmara dos Vereadores. O diretor do sindicato, Rodolfo Fais, diz que a transferência da gestão prejudica o atendimento porque precariza o serviço prestado. Ele classificou a medida e as OSs como “falta de diálogo do Executivo”.
Alvo dos manifestantes em faixas e gritos, o presidente do Mário Gatti, Marcos Pimenta, justificou que a gestão privada da farmácia é a melhor solução porque vai reduzir as despesas do setor em até 30%. Ele confirmou que uma das seis empresas interessadas venceu o processo, mas negou problemas e disse que respeita as diferenças ideológicas que motivaram a manifestação das entidades.
Devido ao protesto, ainda segundo o presidente, o centro cirúrgico teve três cirurgias eletivas suspensas por falta de pessoal e um dos andares de internação precisou receber funcionários de outros setores. Depois da concentração de duas horas no Mário Gatti, os manifestantes seguiram em passeata por mais duas horas até a Prefeitura.
No caminho, passaram pelas avenidas Amoreiras, João Jorge e Moraes Salles. O trânsito ficou lento entre 10h30 e 12h30, quando o grupo chegou às escadarias do Paço Municipal. No local com faixas contra Jonas e os vereadores, queimaram um caixão simbolizando a saúde municipal.
