A sessão extraordinária realizada na Câmara de Campinas no dia 17 de março, que aprovou o projeto de lei das OSs, que permite a prefeitura contratação das Organizações Sociais para prestar serviços públicos nas áreas de saúde, cultura e esportes, é questionada na justiça. O Observatório de Gestão Pública do Trabalhador, que reúne diversas entidades da sociedade civil, entrou com uma ação questionando a legalidade da sessão, que não teria sido realizada de acordo com o regimento da Casa. O grupo questiona o fato da sessão ter sido marcada de última hora, sem que a população fosse avisada e também por não ter sido publicada no Diário Oficial do Município. Além disso, o Observatório questiona a aprovação do projeto, sem a realização de uma audiência pública. Segundo o representante do Observatório, Arley Medeiros, o grupo entende que o regimento da Câmara de Campinas não foi cumprido e espera que a justice anule a validade da sessão.
O vereador André Von Zuben, líder do governo na Câmara, afirmou que o regimento foi devidamente cumprido e que a ação do Observatório não tem fundamento. Segundo ele, o projeto de lei das OSs não pedia publicação no Diário Oficial e nem a realização de audiência pública. A assessoria da Câmara de Campinas informou que a Casa só se manifestará sobre a ação judicial quando for oficialmente notificada e tomar conhecimento de seu teor. No entanto, a instituição negou qualquer acusação de irregularidade ocorrida na sessão extraordinária. A assessoria informou ainda que a acusação de abuso de poder feita pelo Observatório de Gestão Pública do Trabalhador é leviana e caluniosa.
