As unidades de Saúde que estão em paradas ou em reforma, em Campinas, por causa de ampliação ou construção, prejudicam o atendimento ao usuário. No bairro São Bernardo, um esqueleto de metal e concreto é motivo de reclamação no bairro. Outra carcaça metálica, no bairro Carlos Lourenço, seria uma Unidade de Urgência e Emergência, mas atualmente serve de abrigo para moradores de rua e esconderijo para criminosos, segundo a estudante Eliane da Silva. Jéssica de Moura Carvalho explica que a população é obrigada a se deslocar para o bairro vizinho para conseguir atendimento. No PA Campo Grande, há uma ordem de serviço para a reforma da unidade, mas enquanto a obra não começa, os pacientes precisam conviver com portas enferrujadas, cadeiras quebradas e falta de manutenção e placas pichadas.
No Jardim Itatinga, Parque Oziel, UPA Leste, obras que poderiam desafogar o PA São José e o Mário Gatti não saíram do papel, assim como o projeto do Pronto Socorro Metropolitano e o Centro de Referência da Saúde da Mulher. O Centro de Saúde San Diego tinha verba de 1 milhão de reais liberada pelo Governo Federal, mas o projeto e o croqui tinham prazo para ser entregues até o dia 30 de abril e agora pode perder a verba. E no bairro San Martin, no local onde seria construído o Centro de Saúde só tem uma área descampada.
Segundo a Prefeitura de Campinas, o projeto original de construção do Centro de Saúde São Bernardo está sendo analisado pela Secretaria de Infraestrutura para avaliar se contempla as normas atuais de Vigilância Sanitária e de acessibilidade. A pasta também analisa o que pode ser aproveitado da estrutura da obra inicial. Sobre o Centro de Saúde San Diego, o projeto foi refeito pela Secretaria de Infraestrutura e está na Caixa Econômica Federal para aprovação e liberação do recurso da União. Já o projeto da UPA Leste está em fase de licitação.
