Na última reunião do grupo de trabalho que discute a desocupação da Vila Soma, em Sumaré, a prefeitura não apresentou um parecer técnico sobre a utilização de uma área no Jardim Planalto, que poderia ser usada na construção de moradia para as famílias que serão retiradas do local. Durante o encontro que aconteceu na Procuradoria Geral do Município, nesta quinta-feira, centenas de moradores ficaram do lado de fora, aguardando o desfecho da negociação. Eles esperavam que a administração assinasse um protocolo de intenções que poderia garantir a construção das moradias no Jardim Paulistano. Segundo o advogado das famílias da Vila Soma, Alexandre Mandl, não houve nenhum avanço por parte da prefeitura nas negociações do grupo de trabalho. Ele afirma que agora o município terá de se explicar junto ao Gaorp – o Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse, na reunião marcada para esta segunda-feira.
Além de não apresentar o parecer técnico, a prefeitura propôs outra alternativa, para realocar as famílias em duas ou três áreas menores. De acordo com o advogado Alexandre Mandl, o local não importa, desde que haja garantias de moradias para as famílias da Vila Soma. Mas ele afirma que esta alternativa já havia sido apresentada pelos moradores e rejeitada pelo município.
A Prefeitura de Sumaré informou através de nota que nunca existiu nem nunca foi apresentado ou discutido, durante as reuniões do Grupo de Trabalho, qualquer “protocolo de intenções” – mesmo porque as áreas ocupadas e a gleba inicialmente indicada pela empresa construtora são todas particulares e não públicas.
