Apenas cinco cidades da Região Metropolitana de Campinas têm leitos de UTI neonatal, pelo Sistema Único de Saúde. Com a ala constantemente com ocupação acima da capacidade, o diretor da área de obstetrícia do Caism da Unicamp, Renato Passini, destaca o déficit de leitos para bebês no período pós parto que necessitam de tratamentos intensivos ou semi intensivos. Essa falta de leitos reflete um cenário regional.
Campinas tem 49 leitos de UTI Neonatal e as outras cidades que contam com a assistência são Americana, com sete leitos, Indaiatuba com seis, Itatiba com três e Sumaré com 12. Os dados são do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde do Governo Federal. Os demais municípios da RMC não têm, portanto, o leito neonatal para pacientes do SUS e há necessidade de encaminhamento para outras unidades.
A Secretaria de Saúde de Campinas informou que a quantidade de leito neonatal é suficiente para atender a população campineira. O problema é que existem essas transferências, que impactam em sobrecarga. Em Campinas, além do Caism da Unicamp há leito neonatal na Maternidade e no Hospital Celso Pierro da Pucc. Foi informado pela prefeitura que há um estudo junto a Secretaria do Estado sobre a viabilidade de equacionar o número de leitos, com mais espaços na região.
A reportagem procurou a pasta estadual que disse não ter dados prontos sobre a situação das UTIs neonatal na região de Campinas.
