Terminada a fase inicial das obras na Avenida Francisco Glicério, em Campinas, os problemas continuam para moradores e comerciantes. A via foi liberada para o tráfego, mas as calçadas seguem inacabadas. O trecho que mais causa reclamação fica entre a avenida Orosimbo Maia e a Rua Marechal Deodoro, onde o síndico do condomínio Jaguari, Rubens Ferreira, está acostumado a ver pedestres com dificuldades.
Ele conta que o terreno permanece irregular, com partes cobertas por uma camada fina de concreto e outras com lama e pedras. Em outros pontos, faixas e redes de isolamento ocupam grande parte do espaço. O síndico ainda reclama da altura da guia, que dificulta a entrada e a saída de veículos das garagens, e da sujeira que acaba sendo levada para dentro do prédio. A situação incomoda a moradora Maria Inês Fernandes.
Os trabalhos no trecho deveriam ser entregues em abril, mas sofreram vários atrasos devido a imprevistos. Com isso, o tráfego só foi aberto no início de junho, enquanto o restante das obras avançava pela avenida. Atualmente, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, as intervenções subterrâneas continuam e já alcançam o Largo do Rosário, onde pedestres também convivem com buracos, desvios, pedras e barro.
Ainda segundo o Executivo, as calçadas ainda passam pela implantação da base de concreto e só depois disso devem receber o calçamento completo. A ideia é que o piso tenha um desenho específico na avenida. Um prazo para o término dessa etapa não foi estabelecido e a única data mantida é dezembro, quando a Administração planeja que os trabalhos gerais de revitalização já estejam na altura da Avenida Moraes Salles.
