Com a possibilidade de um Termo de Ajustamento de Conduta diante de situações de assédio moral dentro da Unicamp, entidades se posicionaram sobre o assunto e relataram os casos sofridos por funcionários da Universidade Estadual de Campinas. A diretora do Sindicato dos Trabalhadores, Marina Rebelo, destaca o Hospital das Clínicas e o campus de Limeira como os espaços com mais registros.
A Adunicamp que é a Associação dos Docentes da Unicamp em publicação neste mês de julho destacou que as denúncias de assédio moral que levaram o Ministério Público do Trabalho a propor o TAC com a Universidade são apenas a “ponta do iceberg”. O órgão reforça que um grande número de casos ainda sequer chegou a ser denunciado.
O professor da Faculdade de Educação e do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, Roberto Heloani, fala em um ambiente de competitividade que impacta no emocional dos profissionais. Heloani estuda o assunto “assédio moral” há 16 anos e diz que no meio acadêmico houve um crescimento expressivo.
A reportagem procurou as assessorias de imprensa da Unicamp. No caso do Hospital das Clínicas foi informado que deveríamos procurar o jurídico da Universidade. O jurídico disse que assessoria geral deveria ser contatada. Fizemos isso.
Foi informado que devido feriado de 9 de julho, não haveria tempo de um posicionamento específico dos pontos sinalizados pelo sindicato e associação. Na ocasião da audiência pública com MPT, no final de junho, a Unicamp por nota, destacou um serviço com psicólogos e outros profissionais para receber denúncias de assédio moral. Na ocasião, reforçou resultados satisfatórios na identificação e solução dos conflitos.
