O sindicato dos metalúrgicos de Campinas e região criticou duramente a Medida Provisória que permite as empresas com dificuldades financeiras temporárias reduzam a jornada de trabalho e os salários dos trabalhadores em até 30%. O setor deve ser um dos mais afetados pelo plano do Governo Federal, que prevê a preservação dos empregos durante o período de crise financeira. Apoiado pela associação das montadoras, o Programa de Proteção ao Emprego propõe diminuir em até 30% as horas de trabalho, com redução proporcional do salário pago pelo empregador. A estimativa é de que, com isso, serão preservados 50 mil empregos com salário médio de R$ 2,2 mil. O presidente do sindicato dos metalúrgicos de Campinas e região, Cidalino Orsi Junior, acredita que a Medida Provisória não protege o emprego do trabalhador, que está pagando a conta pela atual situação econômica. Segundo ele, as empresas continuam faturando alto e por isso questiona se a crise realmente exige todo o esforço do trabalhador brasileiro.
Porém, a redução da jornada e dos salários dos trabalhadores só poderá acontecer caso haja acordo entre as empresas e os sindicatos. O advogado trabalhista José Ricardo Adade afirma que isso preserva as empresas de sofrerem processos trabalhistas. As empresas interessadas deverão fechar acordo coletivo específico e o período de validade para a utilização do programa não poderá ultrapassar 1 ano.
