Para evitar perdas e prejuízo, os feirantes de Campinas estão comprando menos mercadorias. A medida foi a maneira encontrada para contornar o momento de queda nas vendas e manter a qualidade e a clientela. A estimativa dos donos de bancas é de que a saída de frutas, verduras e legumes tenha encolhido 30% nos últimos meses, panorama que não teria uma causa específica, mas que poderia ser reflexo da economia nacional.
Comerciante de uma feira do Parque Taquaral, Antônio Marcos é um dos que relacionam os resultados à realidade financeira atual. Ele confirma a busca pela adaptação e conta que o foco é a manutenção da qualidade. Lucas Felipe, por outro lado, atribui a queda nas vendas às férias escolares. Por esse motivo, reduziu as perdas e agora espera que as próximas semanas sejam melhores na feira do Jardim Planalto.
Em meio ao momento ruim do mercado, alguns preços sofreram elevação na última semana de julho, segundo a Ceasa. Foram os casos do chuchu, de R$ 0,50 para R$ 1,00, e do jiló, de R$ 3,00 para R$ 3,67. No caso das frutas, apesar do levantamento não apontar nenhuma mudança recente, Milton Hiroshi lamenta a tendência de aumento.
Por esse motivo, também compra em menor quantidade e diz que busca seguir as preferências dos compradores para fidelizar a clientela. O levantamento da Ceasa ainda aponta produtos que sofreram queda nos preços. O quiabo foi de R$ 5,40 para R$ 4,23, o pepino caipira de R$ 2,00 para R$ 1,75 e o mamão havaiano de R$ 2,87 para R$ 2,50.
