O preço da Zona Azul em Campinas subiu de R$ 3,20 para R$ 3,50 e quem estacionou pelas ruas da região central e do Jardim Guanabara no primeiro dia útil da nova tarifa não aprovou a medida. Foi o caso do aposentado José Antônio, que já achava o valor anterior alto, e de Ismael Viotto, que diz ter encontrado um motivo a mais para não parar o carro em uma das 1,9 mil vagas do município.
O reajuste de 9,37% passou a valer no dia 1 de agosto e, apesar de ter motivado reclamações, não causou grande surpresa nos motoristas, que já procuravam a banca de Claudia Ribeiro antes mesmo da mudança. Para ela, a venda não deve cair, porque a opção é vista como alternativa ao preço dos estacionamentos. Ainda assim, conta que oferece os cartões no preço antigo, porque a nova remessa ainda não chegou.
A venda com o preço antigo é confirmada pelo presidente da Emdec e secretário de Transporte de Campinas, Carlos José Barreiro, que também justificou e atribuiu o aumento à reposição inflacionária do último ano. Com 1,9 mil vagas divididas entre o centro e o Jardim Guanabara, Barreiro ainda informou que aguarda a aprovação do projeto de lei na Câmara que promoveria a expansão e a modernização do modelo. Com isso, a Zona Azul poderia chegar até a 8 mil vagas e envolver outros bairros no entorno da região central, assim como os distritos de Sousas e Barão Geraldo em alguns locais específicos.
