Após a aprovação da Câmara de Campinas sobre a criação dos distritos do Ouro Verde e do Campo Grande, os moradores das duas regiões estão céticos. Para eles, as mudanças e melhorias só virão no longo prazo. Aprovada pela população em plebiscito realizado nas últimas eleições, a medida depende agora da sanção do prefeito da cidade, Jonas Donizette, mas ainda é vista com cautela por quem convive com os problemas.
Unilse Pereira e Ivani dos Santos moram no Campo Grande, onde a criação do distrito foi aprovada por 54,15% dos votos válidos. Elas reclamam das dificuldades e não acreditam em melhorias imediatas. No Ouro Verde, que teve aprovação de 53,84% dos votos, Varlei Aparecido confia em mudanças, mas pede paciência para que elas aconteçam. Já Amanda de Souza se diz completamente desconfiada.
Para o professor de Arquitetura e Urbanismo da PUC Campinas, João Verde, no entanto, a instalação de subprefeituras nos locais aproxima os moradores das decisões e oferece maior autonomia para as duas regiões. Como exemplo, ele cita o acesso da população a mecanismos municipais descentralizados e a oferta de serviços próximos às moradias, como manutenção através de maquinário próprio. No Campo Grande, a subprefeitura vai funcionar na rua Natale Bertucci. No Ouro Verde, na rua Armando Renganeschi. Os locais ainda não passam por obras, mas devem ficar prontas até o final deste ano.
