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Fake news sobre hospitais desinformam

Nas últimas semanas, alguns vídeos com informações falsas sobre a situação dos hospitais de Campinas têm circulado na internet prestando um verdadeiro desserviço à população. Em geral, as publicações dizem

Fake news sobre hospitais desinformam
Foto: Danilo Braga

Nas últimas semanas, alguns vídeos com informações falsas sobre a situação dos hospitais de Campinas têm circulado na internet prestando um verdadeiro desserviço à população. Em geral, as publicações dizem que os hospitais estão vazios e que os reflexos da pandemia não correspondem aquilo que é dito pelos governos do município e do estado. Isso pode desencadear numa reação perigosa, como o relaxamento do isolamento social, altamente recomendado pela Organização Mundial de Saúde e pelo Ministério da Saúde.

O questionamento desses vídeos, em geral, se dá pela taxa de ocupação dos hospitais, que nesta visão estaria baixa. Eles também criticam o fato da pandemia não ter atingido o pico de contaminações. Mas é consenso entre as autoridades mundiais que o sucesso do isolamento social e das quarentenas vão adiando as previsões do pico. No vídeo atribuído ao Hospital de Campanha montado na Unicamp, duas mulheres reclamam da unidade estar supostamente vazia e atribuem à mídia a pandemia de coronavírus. “Esse é o hospital que montaram. Isso é a pandemia que a mídia diz para vocês que tem”, afirmam as mulheres.

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Em um áudio que circula pelo WhatsApp, uma mulher diz que um conhecido, que teria ido tratar de uma sinusite no Hospital Madre Theodora, também em Campinas, teria sido obrigado a assinar um termo reconhecendo que estaria com coronavírus, mesmo sem ter feito nenhum exame. “Falou assim para ele assinar um termo. Quando a mulher dele leu, ela viu que o marido dela tinha que assinar um termo falando que tinha coronavírus”, relata no áudio.

O fato é que nenhuma dessas mulheres foi em busca de alguma medida legal sobre as supostas denúncias. Não foi registrado nenhum boletim de ocorrência na polícia e nem o Ministério Público foi acionado por algum desses motivos. O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, afirmou que a circulação desse tipo de material trata-se de politicagem. Ele defende o trabalho feito na contenção da pandemia e questiona se as autoras desse material queriam que os hospitais estivessem lotados. “Eu percebi neste final de semana, pessoas quase sempre ligadas à partidos políticos. No vídeo que eu vi as mulheres estavam com camisas de partidos. O que será que elas queriam filmar? Gente morrendo? Assim elas ficariam mais felizes? O que a gente quer é tentar fazer com que os hospital possam suportar a carga de pacientes que é prevista, para que ninguém perca a vida”, disse.  Em uma videoconferência com o Ministro da Justiça, Sergio Moro, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, pediu que casos desse tipo, que prestam um desserviço à sociedade, sejam investigados pela Polícia Federal.

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