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Espuma é vista no Rio do Peixe em Socorro e Cetesb apura despejo irregular no Sul de Minas

Uma espuma branca tomou conta do Rio do Peixe, em Socorro, nesta segunda-feira (29).  O leito do afluente foi tomado pela coloração branca que, segundo a Prefeitura, é causada pelo despejo

Espuma é vista no Rio do Peixe em Socorro e Cetesb apura despejo irregular no Sul de Minas
Foto: Reprodução/EPTV

Uma espuma branca tomou conta do Rio do Peixe, em Socorro, nesta segunda-feira (29).  O leito do afluente foi tomado pela coloração branca que, segundo a Prefeitura, é causada pelo despejo irregular de lavanderias industriais localizadas na zona rural de Munhoz, no sul de Minas.

Moradores que registraram a situação disseram que isso se repete com frequência e há muitos anos.

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A Prefeitura de Socorro afirma que tem denunciado a situação a diversos órgãos ambientais, além do Ministério Público Federal. Disse ainda que atua com ambientalistas locais na busca de uma solução para o problema.

A Cetesb confirmou que o despejo é feito por lavanderias industriais do Sul de Minas, e não pode fazer uma fiscalização em outro estado por pertencer ao estado de São Paulo. Disse também que está à disposição do governo de Minas Gerais para dar apoio no que for necessário.

A companhia ambiental ainda afirmou que tem um ponto de monitoramento de qualidade da água no Rio do Peixe, no trecho entre Munhoz e Socorro, com coletas trimestrais e publicação das informações no relatório anual de qualidade de águas.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Minas Gerais, disse que o lançamento de resíduos no Rio do Peixe é acompanhado pela unidade regional de fiscalização ambiental do Sul de Minas que, em conjunto com a Polícia Militar Ambiental, já fez mais de 60 fiscalizações nos últimos anos nas empresas do segmento de lavanderias industriais na cidade de Munhoz, com mais de 40 sanções administrativas.

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No caso em específico, a última fiscalização foi no dia 16 de julho, quando foi constatado que a lavanderia exercia atividades sem licenciamento, descumprindo, ainda, sanções administrativas de paralisação dos trabalhos. Foram aplicadas R$ 342 mil reais em multas.

Tudo foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, que ingressou com uma ação civil pública contra a empresa, determinando a paralisação imediata das atividades.

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