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PF faz operação contra servidores do INSS que fraudaram pensões por morte

A Polícia Federal de Campinas fez, nesta quinta-feira, uma operação para ampliar as investigações sobre uma quadrilha, formada por dois servidores e dois ex-servidores do INSS, que teria concedido 81

PF faz operação contra servidores do INSS que fraudaram pensões por morte
Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal de Campinas fez, nesta quinta-feira, uma operação para ampliar as investigações sobre uma quadrilha, formada por dois servidores e dois ex-servidores do INSS, que teria concedido 81 benefícios previdenciários de pensão por morte de forma irregular.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, São José dos Campos e Cambuí, em Minas Gerais. Além das buscas, a Justiça de Campinas determinou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático dos investigados.

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A investigação começou com as prisões de três mulheres em uma agência do INSS em Itatiba, em agosto de 2015. Os dados rastreados nos celulares delas apontou a existência do esquema. Elas tentavam sacar valores de benefícios de pensão por morte irregulares, usando documentos falsos e vários cartões bancários.

A organização criminosa atuava de maneira estruturada no INSS, desde a criação fictícia de beneficiários, por meio da simulação de filhos fictícios ou mesma da condição de companheiro ou cônjuge das pessoas mortas, até a falsificação e uso de documentos e certidões falsos, tais como certidões de nascimento, declarações de Imposto de Renda, contratos de locação de imóveis e a colocação de dados falsos nos sistemas do INSS.

Segundo o delegado da Polícia Federal, João Bezerra, o prejuízo apontado até agora é de aproximadamente R$ 4 milhões. Ele explica que o valor pode ser recuperado.

A investigação foi suspensa por causa de um conflito de competência, resolvida por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no ano passado.

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Os quatro investigados devem responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações e corrupção passiva, que tem penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

A operação foi batizada de Vilipêndio, em alusão às condutas criminosas praticadas pela organização criminosa que desrespeitaram a memória de segurados mortos.

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