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Trabalhadores são resgatados de trabalho escravo sem água potável e energia elétrica em Mogi Mirim

Dois trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão na cidade de Mogi Mirim, durante uma operação do Ministério Público do Trabalho, realizada nesta quarta-feira (11). A ação também teve

Trabalhadores são resgatados de trabalho escravo sem água potável e energia elétrica em Mogi Mirim
Foto: Ministério Público do Trabalho/Reprodução

Dois trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão na cidade de Mogi Mirim, durante uma operação do Ministério Público do Trabalho, realizada nesta quarta-feira (11). A ação também teve apoio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

De acordo com o MPT, eles trabalhavam em uma empresa terceirizada, que presta serviços de construção civil para a Prefeitura do município. Os trabalhadores foram encontrados em um alojamento, em condições degradantes, localizado na periferia da cidade.

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Os procuradores identificaram que um deles dormia em um colchão no chão de um dos quartos, sem acesso a roupas de cama. Os dois também não tinham armários para guardar pertences pessoais.

As refeições eram preparadas em um fogão improvisado, construído com tijolos sobre a pia da cozinha, pois não havia gás disponível para os operários. Além disso, não havia água potável para consumo.

A fiscalização identificou ainda que as condições de higiene e conforto eram precárias. A energia elétrica da casa havia sido cortada, o que levou um dos trabalhadores a arriscar a vida fazendo um “gato” no poste da rua, para ter eletricidade no alojamento, como detalhou o procurador Gustavo Rizzo.

Os auditores fiscais fizeram o resgate, o que possibilitou os pedidos de seguro-desemprego para os trabalhadores.

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O procurador determinou um termo de ajuste de conduta (TAC) com a empresa contratante. Os responsáveis se comprometeram a cumprir uma série de obrigações trabalhistas sobre as condições de alojamento, de saúde e de segurança do trabalho, sob pena de multa por descumprimento.

O TAC prevê, também, o pagamento de indenizações individuais para cada trabalhador resgatado, que variam de R$ 2 mil a R$ 3 mil.

A Prefeitura de Mogi Mirim colaborou com a fiscalização, inclusive indicando o nome e contato do empregador.

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